DEPRESSÃO: Entenda o que é este transtorno e seus principais sintomas clínicos 

Atualmente sabe-se que a depressão é um dos transtornos psiquiátricos mais comuns, constituindo um grande problema de saúde pública devido ao seu grau de incapacitação, com alta morbidade e mortalidade.

A depressão tem sido alvo de muitos estudos em função do forte impacto que acomete a vida do paciente e seus familiares. Atualmente, a queixa da depressão, aparece com muita frequência nos consultórios. A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera que há grandes probabilidades desta doença tornar-se muito comum nos próximos anos em virtude de seus expressivos índices estatísticos.

Em um recente estudo realizado pela OMS, verificou-se que os efeitos desta doença são trágicos, promovendo um impacto global. A depressão situou-se em quarto lugar no que se refere às causas de incapacitação. Desta maneira, entende-se o forte impacto sofrido pelos pacientes e também seus familiares, por causar fortes prejuízos psicossociais e em outras áreas de funcionamento. Nota-se, portanto, a importância da compreensão das características, etiologia e efeitos deste transtorno.

A depressão é geralmente diagnosticada pelo psiquiatra, ao passo em que se detectam determinados sintomas manifestados dentro de um período de tempo, frequência e intensidade. Tem-se como referência para o diagnóstico da depressão, o CID 10 (Classificação Internacional de Doenças) e o DSM-V (Manual diagnóstico e estatístico de Transtornos mentais). No DSM- V, os sintomas a seguir são observados. Para preencher os critérios diagnósticos, é necessário que, pelo menos cinco destes sintomas estejam presentes num período de duas semanas e que um deles seja obrigatoriamente o humor deprimido ou anedonia (perda de interesse e prazer).  Os principais sintomas observados no transtorno depressivo são: humor deprimido na maior parte do dia, acentuada diminuição do interesse ou prazer em quase todas as atividades, alterações do apetite, insônia ou hipersonia, alterações psicomotoras tais como agitação ou retardo psicomotor, fadiga ou perda de energia, sentimento de inutilidade ou culpa excessiva ou inadequada, alteração de concentração, pensamentos ou comportamentos suicidas. Há uma enorme classificação de subtipos da depressão. Para o tratamento farmacológico, é importante o enquadre do paciente em um dos diversos subtipos como consta no DSM-V.

O transtorno distímico é também uma forma de depressão, que destaca-se por um humor deprimido ou perda de interesse em quase todas as atividades usuais, porém o que diferencia a distimia da depressão é que os sintomas não satisfazem os critérios para Episódio depressivo maior (EDM) e sua duração mínima é de dois anos.

BITENCOURT, P.V. Terapia Cognitivo-comportamental da depressão. Rev Bras Psiquiatr. Vol 30 São Paulo oct.2008

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